Qual o verdadeiro mistério a respeito do castelo de Montsegur? Muitas são as especulações versadas sobre o mesmo. Vamos enumerá-las:
Que conclusões se pode tirar de todos esses dados? vamos propor a nossos amigos leitores que continuem se documentando sobre tudo isso. Nós também o faremos e, se pudermos, criaremos debates em nosso canal de "chat" para continuar falando sobre tudo isso. Iremos adicionando dados e conclusões, até que...?
- - Fazia aproximadamente uns dez anos que havia terminado a 2a segunda guerra mundial. O historiador francês Ferdinand Niel, com um grupo de pessoas, talvez obsedados pelas histórias de Otto Rhan, começam o traçado de uma série de planos e mapas, baseados nas ruínas do castelo naquela época. Niel assegura que o castelo de Montsegur se trata de um templo solar levantado pelos cátaros.
- - Nao se pode esquecer a teoria de Otto Rhan de que o castelo de Montsegur era o da lenda do Santo Graal, ou seja, o castelo de Montsalvat. Segundo este, quando em 16 de Março de 1244, três "Perfeitos"cátaros, Amiel Aicart, Huc Poiteví e outro que se desconhece o nome, conseguiram "saltar" o "Sítio" com os supostos "tesouros cátaros", (ver a história do Sítio e rendição do castelo na História dos Castelos), entre outras coisas levavam sobretudo o Santo Graal.
- - Renné Nelli nos conta que "Na região de Lavelanet se comenta que os inquisidores perseguiram os hereges até o Tibet. Um senhor de Lavelanet, no subterrâneo que há no castelo, se encontrou durante uns minutos com a imagem de três tibetanos. Um jovem, acostumado a fazer contatos com os "espíritos", recebeu surpreso em Montsegur, uma mensagem com caracteres orientais que está sendo traduzido". Também fala de uns livros escritos com tipologia chinesa, encontrados em Montsegur e que posteriormente, de forma misteriosa, desapareceram.
- - Uma vez por ano, no terreno mais ou menos plano, que se estende aos pés do "pog" de Montsegur, conhecido por "Pla d'els Cremats", coincidindo com o solstício de verão, se celebra uma espécie de cerimônia popular do fogo, a qual a cada ano acodem mais e mais pessoas, iniciando-se com uma procissão de tochas que sai do povoado e sobe pelo serpenteante caminho que leva ao pé do castelo oferecendo, olhado de cima, uma visão espetacular e por sua vez assombrosa.
Otto Rhan era um jovem alemão, estudante da Universidade de Heidelberg. De imediato se sentiu fascinado pela história do Catarismo e, no ano de 1929, decide passar suas primeiras férias no sul da França. Durante tres anos seguidos, continua suas viagens aos Pirineus e às terras do "Langue D'Oc" e finalmente, no de 1933 escreve seu livro: "A Cruzada contra o Graal".
Seu livro elocubra sobre a possibilidade de que o castelo de "MontSalvat" descrito na obra de " Parsifal" de Richard Wagner seja o castelo de Montsegur. Segundo ele, um dia se encontrava na Biblioteca Nacional de Paris, pesquisando livros, quando "caiu em minhas mãos um documento intitulado "O Segredo dos Trovadores" onde, o autor do mesmo, manifestava suas suspeitas da relação existente entre MontSalvat e as ruínas de Montsegur". Na obra de Wagner, os Templários custodiavam o "Santo Graal" no Castelo de MontSalvat. Para Otto Rhan, ficava claro que a palavra "Salvat" que em castelhano significa "Salvado", tinha o mesmo significado que "Segur" que significa "Seguro" em castelhano. Todo o livro se baseia em seu empenho em demonstrar que Montsegur é o lugar ideal para a custódia do Graal, e que era esse o famoso tesouro dos Cátaros que o tiraram às escondidas, e que foi depositado nas Grutas do Sabartés. Também indica que seria em Montsegur onde se celebrava a famosa "Procissão do Cálice, do Ábaco e da Lança" descrita por Chrétien de Troyes na famosa lenda do Rei Arthur.
Faz muitos anos, quando ouvi falar pela primeira vez de Rennes le Château, pareceu-me que tudo era demasiado incrível para ser verdadeiro. Hoje começo a duvidar que não seja verdadeiro algo do que se conta. Tavez amanhã acabe acreditando em tudo. Joclar/03.
Quem ouça falar do mistério de Rennes le Château e decida ir visitar esse povoado, jamais poderá esquecer o que dele se diz.
Foram escritos dezenas d livros. O primeiro que caiu em minhas mãos foi o que, em sua versão traduzida para o castelhano tem por título o mesmo desse tema "O mistério de Rennes le Château", mas cujo título em francês era simplesmente "Rennes le Château", escrito por Gerard de Sede. Naquele momento não lhe dei muita importância a seu conteúdo, tanto é assim que inclusive esqueci que o havia lido, sem embargo algum tempo depois caiu em minhas mãos um artigo sobre uns periodistas da BBC que haviam publicado um livro que eles diziam de investigação chamado, em sua versão espanhola, "A Tumba de Deus" e que fazia referencia a esse povoado e ao livro que eu já havia lido. Tardei em localizar o livro em inglês, até que o vi publicado pelo "Círculo de Leitores". Uma vez lido não pude fazer por menos que visitar o povoado e, a partir desse momento, já não pude resistir mais ao encanto dessa história.
Enquanto estava criando esse site, entrei no Google para buscar o nome do povoado. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que existiam mais de 60.000 referencias a ele na Internet.
Tanto é assim que me dá um pouco de medo dar minha pobre versão do que conheço sobre isso. Há tanta gente que trabalhou e se aprofundou nisso que suponho que minha exposição ficará um pouco superflua mas, de qualquer forma, vou dar para aqueles que nunca antes ouviram falar disso. Nem o que dizer tem para os que sabem da existência desse mistério, este site lhes parecerá insignificante.
Vamos desmembrar a história em pequenas partes:
- O Povoado e sua história.
- Junho de 1885, chega um novo pároco.
- O segredo do Abade Saunière
- As conclusões dos investigadores do mistério.
Embora os protagonistas que sempre passam para a história sejam os grandes senhores, há muitos outros que, ainda que em proporção menor, também se pode encontrar referencia a eles. Esta seção é dedicada a esses outros personagens que, ainda que com menor destaque, também escreveram sua história:
- Membros da Côrte, Senhores Feudais e outros Cavaleiros influentes:
- Alain de Roucy (junto com Florente de Ville, foram os dois cavaleiros que puderam reconhecer e participaram na morte do Rei Pere I, O Católico, na batalha de Muret no ano de 1213. Foi Alain de Roucy quem identificou o corpo do monarca falecido a Simó de Monfort)
- Florent de Ville (junto com Alain de Roucy, foram os dois cavaleiros que puderam reconhecer e participaram na morte do Rei Pere I, O Católico,, na batalha de Muret no ano de 1213)
- Hugh d'Arcis (mordomo real de Carcassona no ano de 1244, ano da tomada de Montsegur pelo exército sob suas ordens)
- Pere Raimon de Mirepoix (Chefe militar do Castelo de Montsegur no ano de 1244)
- Damas Nobres, Senhoras da Côrte e Senhoras influentes:
- Constança (irmã de Luis VII e esposa de Raimon V de Tolosa)
- Petronila de Aragón (filha de Ramiro II, o Monge, esposa de Ramón Berenguer IV, Conde de Barcelona, e mãe de Alfonso II, o Casto, primeiro rei da corôa Catalã-Aragonesa)
- Dama Guirauda de Lavaur (Defensora heróica do castelo de Lavaur, foi jogada em um poço e coberta de pedra, após a tomada do castelo)
- Alicia de Montmorency (esposa de Simó de Monfort e grande colaboradora sua)
- Maria de Montpelier (Esposa de Pere I, o Católico, da Catalunha e Aragón e mãe de Jaime I, o Conquistador)
À medida que formos obtendo novas informações, as iremos incluindo.

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