História

Parte extraída do site www.catarismo.com e traduzido mediante autorização para publicação.

O que é o Catarismo

image O Catarismo, como tal, é uma forma distinta de entender o Cristianismo. Mas não vos preocupeis, pois esta não é uma página religiosa. De fato, este Site pretende ser um lugar onde os interessados neste tema possam achar respostas às suas perguntas e, se estudiosos ou pesquisadores, possam contribuir com seus conhecimentos e/ou descobertas.


Conceitos Básicos

image O que se conhece como Catarismo surgiu nos séculos XI e XII na região do sul da França que hoje se conhece como "Occitânia" e durou, com diferentes intervalos, até que foi totalmente exterminado pela Inquisição e pela cruzada "Albigense", aproximadamente até meados do século XIV.

Sobre sua origem, há divergências entre os diferentes estudiosos e historiadores. De um lado, as teses que se poderiam chamar de oficiais apontam como sendo uma derivação das crenças maniquéias sobre a dualidade entre o bem o mal, que foram se instalando influenciadas pelos mercadores que viajavam ao oriente. De outro lado, alguns pesquisadores e historiadores encontraram dados que os induzem a pensar que sua origem está no próprio comportamento da Igreja Católica daquela época, que motivou que algumas pessoas começassem a crer que o Cristianismo devia ser de outra forma e começaram a interpretar por sua conta as escrituras.

De fato, a pesquisa é muito complicada, pois nos tem chegado muito pouca informação até nossos dias devido à perseguição de que foi objeto à sua época.

Nestas páginas tentaremos colocar ao alcance de todos aqueles interessados no tema toda a informação que tenhamos, tanto anterior como as que no futuro venham ser obtidas.


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Um Pouco Mais De História



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Os Cátaros e o Santo Graal


Conta a Tradição que o Santo Graal foi o nome que recebeu o cálice que Jesus utilizou na última ceia. Este cálice, que foi parar nas mãos de José de Arimatéia, foi posteriormente levado para Roma por São Pedro e foi utilizado, desde então e durante aproximadamente dois século, pelos primeiros pontífices cristãos para celebrar a Eucaristia. A partir daí, há que se distinguir diversas histórias sobre o mesmo:

  • Começaremos pela história oficial que situa este Cálice Sagrado em Valencia. Trata-se de um cálice propriamente dito, ao qual se adicionou uma estrutura de ouro com duas asas. O conjunto mede 17 centímetros de altura. O cálice é de forma semi-esférica, com um diâmetro de 9 centímetros, de ágata de cor vermelho escuro, cujo estudo arqueológico mostra que foi lavrado na Palestina ou Egito entre os séculos IV a.c. e o primeiro de nossa era. Quando o Imperador Valeriano perseguiu os cristãos, o Papa Sixto II entregou todas as relíquias e tesouros a seu Diácono Lourenzo, natural de Huesca, que o enviou, antes de ser martirizado, à sua cidade natal acompanhado de uma carta sua. Ali permaneceu até a invasão muçulmana, momento em que o Bispo de Huesca, Audaberto, abandonou a cidade no ano de 713 com o Santo Cálice em seu poder e se refugiou na ermida de Juan de Atarés, no Monte Pano, onde mais tarde se fundaria o monastério de San Juan de la Peña. A presença do Santo Cálice em San Juan de la Peña está testemunhada por um documento de 14 de Dezembro de 1134. Em 26 de Setembro de 1399 o Cálice passou a ser custodiado em Zaragoza, a pedido do Rei da Coroa de Catalunya-Aragón, Dom Martin, o Humano. No texto de entrega, que se conserva em Barcelona, consta que o Santo Cálice foi remetido de Roma com uma carta de São Lourenço. Durante o reinado de Dom Alfonso, o Magnânimo, a relíquia foi trasladada para Valencia. Desde de 18 de Março de 1437 se conserva na catedral dessa cidade, segundo um documento em que se refere ao "Cálice em que Jesus Cristo consagrou o sangue na Quinta-feira Santa da Ceia".

Por outro lado, existe uma outra história sobre o Santo Graal, correspondente à lenda do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda que Chrétien de Troyes fez ao final do século XII, escrita na língua do LangueD'Oc, que na primeira versão conhecida que existe desta lenda - "Conto do Graal" - que ele mesmo e outros personagens se ocuparam de ir ampliando e expandindo.
  • Em um plano mais esotérico, conta a tradição que o Santo Cálice foi usado por José de Arimatéia para recolher o sangue de Jesus na cruz, e que isso conferiu-lhe propriedades espirituais e divinas. Alguns atribuem a este fato a origem do nome, já que na Língua d'Oc significaria "Sang Real" (Sangue Real) e daí a transformação do nome em "San Gral". Não é o objetivo deste site, no momento, entrar nas lendas do Rei Arthur, Precival, nem a busca do Graal e suas aventuras, das quais já há muitos sites na Internet, (basta introduzir o nome no Google, por exemplo), mas é necessário não se perder de vista estas lendas, pois com frequencia aparecem vinculadas a mitos e lendas que rodeiam o mundo dos cátaros.

Existem, além dessas, outro sem-fim de teorias e histórias sobreo Santo Graal que iremos colocando no futuro.



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História de Carcassonne

Carcassonne é algo mais que uma cidade, é parte viva e integrante da história, não só da Occitânia, senão também da Catalunha.

Foi em princípios do século IX, quando Carlos Magno, através de seu filho, o Rei de Aquitânia, Ludovico Pio, conquistou Barcelona e Tarragona, expulsando os árabes, instalando ali um “conde” vassalo seu, irmão do conde de Carcassonne. Naquela época os condes não eram mais que funcionários, postos e depostos pelo monarca por sua livre decisão.

Após a morte de Carlos Magno e a divisão do reino entre seus filhos, como era costume na dinastia carolíngia, os condados francos, principalmente os do sul, vieram a ser, praticamente, pequenos reinos e seus condes, iniciaram a instauração dinástica em seus territórios.

Isso aconteceu também em Carcassonne e Barcelona, onde se instauraram os Trencavel e o conde Jofre I, (Jofre o pilos), respectivamente.

Dado o afã conquistador do conde de Toulouse sobre Carcassonne, em diversas ocasiões, os Trencavel solicitaram ajuda aos condes de Barcelona, prometendo-lhes vassalagem, embora em períodos de paz este laço se romperia, chegando inclusive, em ocasiões, a que os Trencavel se aliavam com os de Toulouse, contra os de Barcelona.

Em meio a este constante aperta e afroxa pela soberania sobre Carcassonne, entre os condes de Toulouse e Barcelona, chegou a “Cruzada Albigense” que conseguiria, no princípio, unir os tres.

A Cidade de Carcassonne te transporta a outra época

Após a morte, em mãos dos cruzados, do último Trencavel, foi nomeado Conde de Carcassonne, o vencedor, Simó de Monfort e, após a morte deste no sítio de Tolosa, a titularidade de Carcassonne, passou a ser de seu filho Amaury.

Quando as coisas se posicionaram mal para Amaury, já em meados do século XIII, pela recuperação de terras que estava realizando o Conde de Toulouse, aquele renunciou ao condado de Carcassonne, em favor do Rey da França.

Quando o Rei da França recuperou finalmente todas as terras de Toulouse, Carcassonne e Occitânia em geral, chegou a assinatura do Tratado de Corbeil, entre Jaime I da Catalunha e Aragón e Luís IX da França, pelo qual o monarca catalão renunciava a toda pretensão sobre os condados occitanos e, em troca, o monarca frances renunciava a qualquer direito sobre a Catalunha, delimitando-se desta forma a primeira fronteira entre França e Catalunha, que não seria modificada até a assinatura do Tratado dos Pirineus, en 1659, ao final da guerra dos “Trinta anos”.

Assim, as coisas, Carcassonne se integrava definitivamente na coroa francesa. Uma vez estabelecida a paz no sul, as muralhas da “cité” perderam parte de sua importância e só o castelo servia, de vez em quando, de residência real.

Na Cité há rincões evocadores que nos falam de outro tempo

E, finalmente, uma vez firmado o Tratado dos Pirineus, no s. XVII, perderia definitivamente sua posição estratégica, devido ao retrocesso da fronteira espanhola, e la cidade foi, praticamente abandonada, assentando-se as pessoas na parte de baixo, mais perto do rio.

As muralhas e suas casas serviam, com frequencia, de canteiros de obra para a construção de casas na parte nova, até que, em meados do s. XIX, dois séculos depois, o erudito local Jean Pierre Cros Mayraveille, junto com o famoso arquiteto Viollet le Duc, denunciaram o estado em que se encontrava e conseguiram ajuda para recuperá-la, evitando-lhe assim uma progressiva degradação até sua total desaparição.

Em 1997, a UNESCO, a declarava Patrimonio da Humanidade.

Para visitar la “cité” pode-se ir em qualquier época do ano, embora no inverno corras o perigo, ou a sorte, de contemplá-la sob um intenso manto branco.

No verão são numerosos os festivais e atividades que ali se celebram, dando-lhe um atrativo somado aos, já de per si, existentes.

Tanto a cidade nova como a “cité”, oferecem a seus visitantes uma grande variedade de facilidades turísticas, desde pequenos albergues e hospedarias, até luxuosos hotéis e restaurantes.

Próximo da cidade, conta com numerosos alojamentos de agro-turismo e se conta com os meios e materiais necessários, sejam novos ou de ocasião; pode-se se acomodar nos diversos "campings" que se encontram nos arredores. ...A cada dia, ao sair da barraca, a primeira vista que se tem é a da "Cité" de um lugar privilegiado. 


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O Mistério do Castelo de Montsegur

Qual o verdadeiro mistério a respeito do castelo de Montsegur? Muitas são as especulações versadas sobre o mesmo. Vamos enumerá-las:

  1. - Fazia aproximadamente uns dez anos que havia terminado a 2a segunda guerra mundial. O historiador francês Ferdinand Niel, com um grupo de pessoas, talvez obsedados pelas histórias de Otto Rhan, começam o traçado de uma série de planos e mapas, baseados nas ruínas do castelo naquela época. Niel assegura que o castelo de Montsegur se trata de um templo solar levantado pelos cátaros.

  2. - Nao se pode esquecer a teoria de Otto Rhan de que o castelo de Montsegur era o da lenda do Santo Graal, ou seja, o castelo de Montsalvat. Segundo este, quando em 16 de Março de 1244, três "Perfeitos"cátaros, Amiel Aicart, Huc Poiteví e outro que se desconhece o nome, conseguiram "saltar" o "Sítio" com os supostos "tesouros cátaros", (ver a história do Sítio e rendição do castelo na História dos Castelos), entre outras coisas levavam sobretudo o Santo Graal.

  3. - Renné Nelli nos conta que "Na região de Lavelanet se comenta que os inquisidores perseguiram os hereges até o Tibet. Um senhor de Lavelanet, no subterrâneo que há no castelo, se encontrou durante uns minutos com a imagem de três tibetanos. Um jovem, acostumado a fazer contatos com os "espíritos", recebeu surpreso em Montsegur, uma mensagem com caracteres orientais que está sendo traduzido". Também fala de uns livros escritos com tipologia chinesa, encontrados em Montsegur e que posteriormente, de forma misteriosa, desapareceram.

  4. - Uma vez por ano, no terreno mais ou menos plano, que se estende aos pés do "pog" de Montsegur, conhecido por "Pla d'els Cremats", coincidindo com o solstício de verão, se celebra uma espécie de cerimônia popular do fogo, a qual a cada ano acodem mais e mais pessoas, iniciando-se com uma procissão de tochas que sai do povoado e sobe pelo serpenteante caminho que leva ao pé do castelo oferecendo, olhado de cima, uma visão espetacular e por sua vez assombrosa.

Que conclusões se pode tirar de todos esses dados? vamos propor a nossos amigos leitores que continuem se documentando sobre tudo isso. Nós também o faremos e, se pudermos, criaremos debates em nosso canal de "chat" para continuar falando sobre tudo isso. Iremos adicionando dados e conclusões, até que...?



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Quem era Otto Rhan?

Otto Rhan era um jovem alemão, estudante da Universidade de Heidelberg. De imediato se sentiu fascinado pela história do Catarismo e, no ano de 1929, decide passar suas primeiras férias no sul da França. Durante tres anos seguidos, continua suas viagens aos Pirineus e às terras do "Langue D'Oc" e finalmente, no de 1933 escreve seu livro: "A Cruzada contra o Graal".

Seu livro elocubra sobre a possibilidade de que o castelo de "MontSalvat" descrito na obra de " Parsifal" de Richard Wagner seja o castelo de Montsegur. Segundo ele, um dia se encontrava na Biblioteca Nacional de Paris, pesquisando livros, quando "caiu em minhas mãos um documento intitulado "O Segredo dos Trovadores" onde, o autor do mesmo, manifestava suas suspeitas da relação existente entre MontSalvat e as ruínas de Montsegur". Na obra de Wagner, os Templários custodiavam o "Santo Graal" no Castelo de MontSalvat. Para Otto Rhan, ficava claro que a palavra "Salvat" que em castelhano significa "Salvado", tinha o mesmo significado que "Segur" que significa "Seguro" em castelhano. Todo o livro se baseia em seu empenho em demonstrar que Montsegur é o lugar ideal para a custódia do Graal, e que era esse o famoso tesouro dos Cátaros que o tiraram às escondidas, e que foi depositado nas Grutas do Sabartés. Também indica que seria em Montsegur onde se celebrava a famosa "Procissão do Cálice, do Ábaco e da Lança" descrita por Chrétien de Troyes na famosa lenda do Rei Arthur.


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O Mistério de Rennes le Château

Faz muitos anos, quando ouvi falar pela primeira vez de Rennes le Château, pareceu-me que tudo era demasiado incrível para ser verdadeiro. Hoje começo a duvidar que não seja verdadeiro algo do que se conta. Tavez amanhã acabe acreditando em tudo. Joclar/03.

Quem ouça falar do mistério de Rennes le Château e decida ir visitar esse povoado, jamais poderá esquecer o que dele se diz.

Foram escritos dezenas d livros. O primeiro que caiu em minhas mãos foi o que, em sua versão traduzida para o castelhano tem por título o mesmo desse tema "O mistério de Rennes le Château", mas cujo título em francês era simplesmente "Rennes le Château", escrito por Gerard de Sede. Naquele momento não lhe dei muita importância a seu conteúdo, tanto é assim que inclusive esqueci que o havia lido, sem embargo algum tempo depois caiu em minhas mãos um artigo sobre uns periodistas da BBC que haviam publicado um livro que eles diziam de investigação chamado, em sua versão espanhola, "A Tumba de Deus" e que fazia referencia a esse povoado e ao livro que eu já havia lido. Tardei em localizar o livro em inglês, até que o vi publicado pelo "Círculo de Leitores". Uma vez lido não pude fazer por menos que visitar o povoado e, a partir desse momento, já não pude resistir mais ao encanto dessa história.

Enquanto estava criando esse site, entrei no Google para buscar o nome do povoado. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que existiam mais de 60.000 referencias a ele na Internet.

Tanto é assim que me dá um pouco de medo dar minha pobre versão do que conheço sobre isso. Há tanta gente que trabalhou e se aprofundou nisso que suponho que minha exposição ficará um pouco superflua mas, de qualquer forma, vou dar para aqueles que nunca antes ouviram falar disso. Nem o que dizer tem para os que sabem da existência desse mistério, este site lhes parecerá insignificante.

Vamos desmembrar a história em pequenas partes:

  • O Povoado e sua história.
  • Junho de 1885, chega um novo pároco.
  • O segredo do Abade Saunière
  • As conclusões dos investigadores do mistério.


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Personagens em Destaque

Embora os protagonistas que sempre passam para a história sejam os grandes senhores, há muitos outros que, ainda que em proporção menor, também se pode encontrar referencia a eles. Esta seção é dedicada a esses outros personagens que, ainda que com menor destaque, também escreveram sua história:

  • Membros da Côrte, Senhores Feudais e outros Cavaleiros influentes:

    • Alain de Roucy (junto com Florente de Ville, foram os dois cavaleiros que puderam reconhecer e participaram na morte do Rei Pere I, O Católico, na batalha de Muret no ano de 1213. Foi Alain de Roucy quem identificou o corpo do monarca falecido a Simó de Monfort)
    • Florent de Ville (junto com Alain de Roucy, foram os dois cavaleiros que puderam reconhecer e participaram na morte do Rei Pere I, O Católico,, na batalha de Muret no ano de 1213)
    • Hugh d'Arcis (mordomo real de Carcassona no ano de 1244, ano da tomada de Montsegur pelo exército sob suas ordens)
    • Pere Raimon de Mirepoix (Chefe militar do Castelo de Montsegur no ano de 1244)

  • Damas Nobres, Senhoras da Côrte e Senhoras influentes:

    • Constança (irmã de Luis VII e esposa de Raimon V de Tolosa)
    • Petronila de Aragón (filha de Ramiro II, o Monge, esposa de Ramón Berenguer IV, Conde de Barcelona, e mãe de Alfonso II, o Casto, primeiro rei da corôa Catalã-Aragonesa)
    • Dama Guirauda de Lavaur (Defensora heróica do castelo de Lavaur, foi jogada em um poço e coberta de pedra, após a tomada do castelo)
    • Alicia de Montmorency (esposa de Simó de Monfort e grande colaboradora sua)
    • Maria de Montpelier (Esposa de Pere I, o Católico, da Catalunha e Aragón e mãe de Jaime I, o Conquistador)

À medida que formos obtendo novas informações, as iremos incluindo.


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